“Informações da internet podem prejudicar candidato”, matéria do canal Carreiras, do IG Economia

  • setembro 02, 2010
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O IG Economia, do portal IG, entrevistou o prof. Marcelo Miyashita sobre a imagem pessoal pública que um candidato a uma vaga de emprego num processo de seleção acaba transmitindo pela internet.

Leia a matéria na íntegra.


Informações da internet podem prejudicar candidato

Mesmo não admitindo, empresas visitam perfis na web antes de contratar
Maria Carolina Nomura, iG São Paulo | 02/09/2010 05:50

Na Alemanha, tramita um projeto de lei que proíbe os recrutadores de vasculharem a vida dos candidatos em sites de relacionamento pessoais, comoFacebook, Orkut e até mesmo sites de busca, como oGoogle. Segundo o autor, o ministro do Interior Thomas de Maiziere, seria permitido apenas entrar nas páginas de relacionamento profissionais, comoLinkedIn e Plaxo.

O objetivo da proposta é garantir um mínimo de privacidade na internet, em redes sociais. No Brasil, contudo, apesar de não admitida, a prática de buscar informações sobre os candidatos na internet é recorrente.

Para o consultor de marketing Marcelo Miyashita, da Miyashita Consulting, ainda que este não seja um procedimento formalizado na maioria das empresas, muitos selecionadores informalmente pesquisam seus candidatos em processos de seleção. “Principalmente, em fases finais quando há poucos candidatos e são realizadas entrevistas pessoais”, comenta.

Informação a um click
Para o consultor, a prática, contudo, não é de tão malvista, uma vez que as informações são públicas. “Da mesma forma que é comum candidatos pesquisarem as empresas antes de uma entrevista e buscarem dados sobre o gestor para obter informações que os ajudem na entrevista, é natural pensar que um gestor também possa fazer o mesmo.”

Um estudo realizado pela ExecuNet, em 2006, com cem profissionais de recrutamento e seleção, concluiu que 77% deles procuram informações sobre os candidatos na internet e 35% deles admitiram ter eliminado um profissional baseado em informações descobertas nesses sites.

Imagem online
Com tantas informações pessoais disponíveis na web, a primeira impressão sobre o profissional é formada muito antes do início do processo seletivo começar, alerta David Opton, CEO e fundador da ExecuNet. “Saber gerenciar sua imagem online é algo que deveria importar para todo mundo, os que buscam ou não emprego, uma vez que os riscos não terminam quando se é contratado”, diz.

Miyashita alerta que apesar de não ser certo concluir quem é o candidato apenas em função de uma foto, é claro que isso causa impressões. “O Google rastreia tudo na internet. O que faz com que as pessoas sejam encontradas. Claro, pode acontecer de um nome ter muitos homôninos ou, simplesmente, levantar que o candidato não tem presença digital. O que já carrega percepções também sobre o candidato”, diz o consultor.

Confira algumas dicas para não ser pego de surpresa, segundo David Opton, da ExecuNet:

Seja cauteloso: nada é privado. Não poste nada que você não gostaria que seu empregador visse. Comentários preconceituosos, linguagem carregada de gírias e piadas de mau gosto serão vistas como parte de seu caráter.

Seja discreto: se a sua rede oferecer, considere colocar o seu perfil como privado, assim, apenas as pessoas que você selecionar poderão ver o conteúdo.

Esteja preparado: Cheque seu perfil regularmente para ver os comentários que são postados. Use uma ferramenta para ver o que é ou foi dito sobre você. Se encontrar algo que pode ser pejorativo, dê um jeito de apagar.

IG Economia, dia 02/09/2010 05:50, em http://economia.ig.com.br/carreiras/informacoes+da+internet+podem+prejudicar+candidato/n1237767675245.html

 

Escrito por : Miyashita Consulting

Nosso negócio é promover e disseminar a prática de marketing pelo caminho da transmissão de conhecimento, aplicado em projetos e treinamentos.

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